Ultrassonografia da região cervical – Principais indicações

Quais as indicações da ultrassonografia da região cervical para o meu paciente?

por Vanessa Tiemi Endo

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A ultrassonografia da região cervical ventral (pescoço) é um exame de imagem indolor, não invasivo e que permite a avaliação de pequenas e delicadas estruturas desta região, como: glândulas tireóides e paratireóides, artéria carótida comum, veias jugulares, musculatura regional, glândulas salivares, cadeia linfática regional, parte da língua, laringe, traquéia e esôfago em sua porção cervical.

Qual o preparo necessário para a realização do exame?

É necessário realizar a tricotomia na região ventral do pescoço. O paciente é posicionado em decúbito dorsal com pescoço estendido, evitando flexões laterais ou ventrais, de modo a permitir a avaliação confiável das estruturas e comparação entre os lados esquerdo e direito.

É necessária a sedação do paciente?

Assim como no ultrassom abdominal não é necessário sedação, sendo a grande maioria dos pacientes colaborativos. Recomendamos a sedação apenas nos raros casos de pacientes agressivos ou que não permitam o posicionamento correto.

Quando devo indicar o ultrassom cervical para meu paciente?

• Massas / formações palpáveis na região

• Pesquisa de invasão vascular em casos de tumores na região

• Pesquisa de metástase ou tumor primário em linfonodos cervicais

• Alterações clínicas ou laboratoriais das glândulas tireóides ou salivares

• Aumento de volume em geral (hematomas, abscessos, celulites ou seromas)

Neoplasia cervical: identificação da origem, extensão, aspecto e vascularização de formações palpáveis. Assim como guiar procedimentos como citologia (aspiração por agulha fina) ou biópsia, e estabelecer um diagnóstico preciso.

Linfonodos cervicais: avaliação dos linfocentros mandibular, parotídeo, retrofaríngeos e cervical superficial e profundo; nos casos de linfonodo reativo, inflamatório, neoplásico ou metastático.

Endocrinopatia: avaliação das glândulas tireóides e paratireóides, nas suspeitas de hipotireoidismo, hipertireoidismo, neoplasias tireoidianas e hiperparatireoidismo primário ou secundário. Vale ressaltar que o exame de ultrassom não avalia a função glandular e nem sempre permite diagnósticos definitivos, sendo indispensável correlacionar os achados com histórico clínico, exame físico, manifestações clínicas, exames laboratoriais e em alguns casos análise citológica ou histopatológica.

Glândulas salivares: avaliação das glândulas parótida, mandibular e sublingual em casos de sialocele, sialite / sialoadenite, sialolitos e obstrução de ductos ou neoplasias; assim como guiar procedimentos ecodirigidos.

Lembre-se de orientar o tutor para agendamento prévio e caso tenha qualquer dúvida nossa equipe está à disposição para escolha dos melhores exames e interpretação dos resultados.

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